Escrevendo palavras...
Não ouso escrever lágrimas!
Não é frieza ao sentimento,
Transcrevo discernimento.
Se hora a escrita contradiz
Não é ela quem me faz infeliz!
Porque é minha escolha...
Não há apenas uma quem me acolha.
Nem pergunto o quanto minto!
Pois nem mesmo sei o que sinto,
E pudera ser sucinto...
Me deixo na tristeza!
É essa minha beleza,
Meu método de sutileza...
01 julho 2006
23 junho 2006
Enlouquecendo*
Afastar algo tão presente,
Mas que tragédia...
Destrói, consome, mata!
Muito mais que o cigarro agora aceso.
A fotos tento não olhar,
E que bobagem...
Só tento me enganar!
E sem sentido tudo passa...
Exceto minha vontade, meus desejos,
Os sentimentos que enlouquecem!
Destes tenho que falar.
E apenas a uma pessoa,
Pessoa qual não posso mais enganar!
E como sou bobo...
*Escrito em 5 min ao olhar uma foto
Mas que tragédia...
Destrói, consome, mata!
Muito mais que o cigarro agora aceso.
A fotos tento não olhar,
E que bobagem...
Só tento me enganar!
E sem sentido tudo passa...
Exceto minha vontade, meus desejos,
Os sentimentos que enlouquecem!
Destes tenho que falar.
E apenas a uma pessoa,
Pessoa qual não posso mais enganar!
E como sou bobo...
*Escrito em 5 min ao olhar uma foto
15 junho 2006
Fotografia
Em um porta-retrato há uma foto antiga, mas tão estranha... coloquei tão recentemente e por isso não é bom na fotografia mexer para não manchá-la com marcas de dedos. O sentimento contido na fotografia bem que podia se apagar, mas porque ainda existe (acredito, mas não confio cegamente!) continua no porta-retrato.
Mas por que colocar uma fotografia que remete ao meu olhar uma mistura de angústia com afeição?
Não me causa ao olhar tal foto realmente a mesma mudança no rosto que outrora, nem um sorriso ou uma cara de bobo. Causa agora um pensar! De como foi bom experimentar aquela imagem vivida e também para me perguntar da existência de um futuro melhor. Hoje quero esquecer este presente... quero que haja um presente melhor... ou viver concretizando meus desejos ou tal sentimento mudar. Hoje eu prefiro a primeira opção (por mais que minhas ações não pareçam dizer assim), mas escolho (e é até irônica minha frase seguinte) as duas opções... escolho assim porque realmente não quero me machucar mais que posso agüentar...
Mas por que colocar uma fotografia que remete ao meu olhar uma mistura de angústia com afeição?
Não me causa ao olhar tal foto realmente a mesma mudança no rosto que outrora, nem um sorriso ou uma cara de bobo. Causa agora um pensar! De como foi bom experimentar aquela imagem vivida e também para me perguntar da existência de um futuro melhor. Hoje quero esquecer este presente... quero que haja um presente melhor... ou viver concretizando meus desejos ou tal sentimento mudar. Hoje eu prefiro a primeira opção (por mais que minhas ações não pareçam dizer assim), mas escolho (e é até irônica minha frase seguinte) as duas opções... escolho assim porque realmente não quero me machucar mais que posso agüentar...
20 maio 2006
Humanidade
A muito tempo ele era uma pessoa fria, sentimentos pensava possuir, bondade ele achava ter, emoção acreditava sentir, paixão não se permitia ter senão uma rara excessão.... sua voz tímida sabia sempre o que dizer ao questionado de "sua paixão", por sua eloqüência fez de muitos companheiros, bem como teve dele quem não gostasse; este último não importava por viver em uma realidade totalmente altruísta.
Acreditou durante muito tempo na bondade humana, mesmo somente por histórias épicas de livros as tê-las exemplificadas. Naquele contexto, tal "bondade humana" representava a própria humanidade se fazendo a existir conforme seu verdadeiro rosto, rosto inclusive nomeável! No entanto para sua própria sorte, e bendita ela foi, percebeu que os próprios anunciadores deste "verdadeiro" Homem eram os menos comprometidos com essa "bondade humana", essa bondade que considerava pelos livros que lia algo totalmente pura, impassívo de imperfeição...
Com tais mudanças aquela sua única excessão de paixão q se permitia se foi; isso depois de muito evitar para que não acontecesse, foi essa paixão arrebatada por Valquírias.
Chegou a conclusão que com seus 21 anos de idade, cujo idade muitos diriam "-Ah, está novo ainda! tem mto o q viver!", não havia nada vivido, nada... nada! Tinha que descobrir o que realmente envolvia o humano, como sê-lo, mas sem envolver-se muito com pessoas... seus próprios pais o ensinaram isso, "-Não se deve confiar em ninguém!" (...)
(...) um dia conheceu alguém que de certo modo ele reconhecia a tal "bondade humana" que ele não mais acreditava, passou a achar que sentia gostar desta pessoa, mas nunca demonstrou, mesmo tendo por 1,5 mês tentado namorar... frio, sério, metódico, de poucas palavras e poucas ações... talvez a sua ação mais sentimental e humana foi de resignar-se em dizer não ser capaz de ainda ser amável como a companheira merecia e pedir que ela seguisse sua vida sem ele. Ainda hoje ele busca diferenciar-se daquela figura inumana que foi, hoje ele inclusive se diz apaixonado. Seu olhos tem um brilho, seu rosto um sorriso estranho a esses que antes o conheciam, inclusive a felicidade daquela qual ele é apaixonado tenta multiplicar por seus gestos, palavras e permitindo-a liberdade... já havia ele esperimentado sutilezas de "humanidade", mas nunca havia se sentido como sendo tão humano como agora.
Talvez que antes achava haver algo que "é" humano e agora agora apenas se permite experimentar estar "sendo" humano...
Acreditou durante muito tempo na bondade humana, mesmo somente por histórias épicas de livros as tê-las exemplificadas. Naquele contexto, tal "bondade humana" representava a própria humanidade se fazendo a existir conforme seu verdadeiro rosto, rosto inclusive nomeável! No entanto para sua própria sorte, e bendita ela foi, percebeu que os próprios anunciadores deste "verdadeiro" Homem eram os menos comprometidos com essa "bondade humana", essa bondade que considerava pelos livros que lia algo totalmente pura, impassívo de imperfeição...
Com tais mudanças aquela sua única excessão de paixão q se permitia se foi; isso depois de muito evitar para que não acontecesse, foi essa paixão arrebatada por Valquírias.
Chegou a conclusão que com seus 21 anos de idade, cujo idade muitos diriam "-Ah, está novo ainda! tem mto o q viver!", não havia nada vivido, nada... nada! Tinha que descobrir o que realmente envolvia o humano, como sê-lo, mas sem envolver-se muito com pessoas... seus próprios pais o ensinaram isso, "-Não se deve confiar em ninguém!" (...)
(...) um dia conheceu alguém que de certo modo ele reconhecia a tal "bondade humana" que ele não mais acreditava, passou a achar que sentia gostar desta pessoa, mas nunca demonstrou, mesmo tendo por 1,5 mês tentado namorar... frio, sério, metódico, de poucas palavras e poucas ações... talvez a sua ação mais sentimental e humana foi de resignar-se em dizer não ser capaz de ainda ser amável como a companheira merecia e pedir que ela seguisse sua vida sem ele. Ainda hoje ele busca diferenciar-se daquela figura inumana que foi, hoje ele inclusive se diz apaixonado. Seu olhos tem um brilho, seu rosto um sorriso estranho a esses que antes o conheciam, inclusive a felicidade daquela qual ele é apaixonado tenta multiplicar por seus gestos, palavras e permitindo-a liberdade... já havia ele esperimentado sutilezas de "humanidade", mas nunca havia se sentido como sendo tão humano como agora.
Talvez que antes achava haver algo que "é" humano e agora agora apenas se permite experimentar estar "sendo" humano...
04 maio 2006
???
Fazer?
Pensar e fazer?
Pensar, esperar o momento certo e então fazer?
Mas fazer o que? Tem alguma coisa definida? Encontramos algo novo e nossa incoerência com esse novo faz-nos inclusive pensar algo "Porquê?"
Esse "Porquê?" é de dúvida? Ou é uma afirmação? Afirmação como daquelas ditas perguntas em fim de aula, que na verdade o aluno pedante se utiliza... mas não, no caso desse "Porquê" não trata de ser pedante, trata quem sabe de um batismo, criação pela destruição não em sentido niilista da palavra, mas da reconstrução de si, ou mesmo da reestruturação de como pensar um outro...
(...)
24 abril 2006
Questionamentos
Passa o tempo, como feito para passar? quem sabe? Pergunte ao tempo a quanto tempo ele existe, pergunte a ele o que havia antes dele. Pergunta se ele sabe para onde vai, se seu fim o preocupa da alguma maneira.
Essas pergunta tem uma resposta? Talvez não uma que queiramos ouvir...
Essas pergunta tem uma resposta? Talvez não uma que queiramos ouvir...
"Estas rosas sob a minha janela não fazem referência a rosas anteriores ou a rosas melhores; são pelo que são; existem hoje com Deus; é perfeita a cada momento de sua existência... mas o homem adia e recorda. Não é capaz de ser feliz e forte enquanto não viver com a natureza no presente, acima do tempo."
Que representamos? Vontades? Desejos? Potências? Vocações? Destinos... várias noções que ousam buscar uma finalidade... e quando chegar o q resta?
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